domingo, 15 de janeiro de 2012

Conforto

           
         Quando o desespero insiste em me atormentar, lá vou eu perturbar Clarice nas madrugadas em busca de conforto, afinal já a tenho como alguém da família, uma amiga, ou quem sabe como uma avó (mas é claro, que as minhas três verdadeiras não precisam exalar ciúme, tenho carinho suficiente para todas). Afinal de contas eu e a ucraniana somos tão parecidas, que como ela mesma diz: a gente escreve como quem ama.
        Esses dias devorando seus escritos encontrei um incentivo que faltava sossegar um pouco a cabeça, organizar as idéias trituradas dentro de um coração cheio de desgosto e mágoas. Ela explicou que ‘a felicidade aparece para aqueles que choram. Para aqueles que se machucam. Para aqueles que buscam e tentam sempre’. Depois desse alento, rezo para que a poeta tenha mais uma vez razão e tudo se molde para melhor.