segunda-feira, 25 de julho de 2011

Futilidades de mulher


Não entendo como podem questionar certas importâncias levemente superficiais do mundo feminino, a nescidade real e consumista de sempre desejar algo mais. A busca da perfeição do corpo e as brigas com o espelho. Os cremes, ceras, perfumes, secadores, escovas, batons, sapatos, vestidos que lotam nossos armários e mentes. A obsessão por combinar e, por querer sempre um novo corte de cabelo. Tudo isso por insistir em ser a cada dia um pouco mais intima da beleza, vê se pode!?

Veneno


Na maioria das vezes eu sou sempre o excesso, me faltam as medidas, os controles.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

segunda-feira, 11 de julho de 2011

quinta-feira, 7 de julho de 2011

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Receita


Escrever nunca esteve nos meus planos, sempre fui de falar, de ser, mas transmitir sentimentos pro papel não me era uma prática muito habitual. Comecei por mero acaso, com pequenas frases bobas e tortas, roubas certas vezes de meu estado de espírito, que com causa e tempo foram criando rosto, corpo e, porque não dizer beleza, como qualquer moçinha que beija os anos da juventude. Subitamente – por resultado - as palavras tomaram espaço no meu armário, lugar na minha cama, cadeira ao meu lado no jantar. Doces e amargas elas são que ouso chamar de queridas, pois como complementaria a sublime Clarisse ás vezes só uma linha é suficiente para salvar um coração. Coração um tanto antigo, mas ainda em sua embalagem original, adquirido por um jovem rapaz de fala diferente, que lhe deu um generoso prato de Arroz Doce e as honras de boneca. De lá pra cá os dias nunca foram iguais, ando aprendendo o oficio de jornalista, mas nunca deixei de sentir o suave perfume da poesia, que de tão forte às vezes me rouba o sono e só me deixa descansar depois de cada publicação. Diante de minhas criações caóticas, devo me confessar uma jovem de bastante sorte por ter sido agraciada com essa tímida facilidade de agrupar palavras. Desenvolvida, acredito eu, que nos anos inicias, quando certa aspirante a doutora, pausava seus inçáveis estudos para me ler textos de Cecília ou quando um jornalista fantasiado de pedagogo me fazia brincar de informar.