terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Entre versos


Prove flores, use goles. Largue os saltos, viva os locos. Desfrute de uma proteção superior. Use palavras em parênteses, admita, ou melhor ouça, mas não renda-se totalmente a distração. Pelas as causas secretas, pactos de silencio eterno. Guerras e afagos.
Viva os frentistas, os garçons empreendedores, balconistas de fast food, agentes funerários e seguranças noturnos. Os calos não são mais doloridos e sim afetuosos e nomeados, as chamadas viram bordões e as fugidas com o circo um sonho distante. Engenheiros não prestam para nada, assim como aspirantes à jornalista.
Apesar das ofertas monetárias de investimentos em humanos, vida segue com tom de despedida e boas vindas, a saudade é polarizada em sentimento, o arroz vai ficando suave, pois já é doce e sua porção cresce cada vez mais, esperando que sua papa se forme e os grãos se aproximem de tal forma que nunca mais haverá separação.

Ana Luiza de Oliveira Paz e Leonardo Lopes dos Santos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário