quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Sigh


Eu mais uma vez tive uma briga seria com a tal da inspiração, ora veja! Aquela menininha danada me importuna tanto e me larga assim, como um papel de bala. Depois tanta indiferença, lagrimas, pedidos de desculpa ela finalmente está de volta, e digo de antemão, para nunca mais partir. Restaurado o equilíbrio, vamos fingir que nada aconteceu, quebrar o silêncio, seguir em frente, em frente, em frente. O que? Dia 23 de dezembro, acho que fomos em frente demais, mas já que estamos aqui.
É difícil acreditar que o ano acabou, era fim de 2009, quando nem bem pisquei os olhos já estamos no fim de 2010. Isso sempre acontece ano a ano, quando nessa época temos nosso cotidiano bruscamente alterado e junto com todas as luzes e enfeites, sofremos aquela síndrome de felicidade bem típica desse período, parecida com o fim de novela, de desenho animado, de conto de fadas e coisas do gênero, onde tudo volta a seu curso natural e tende a estabilizar-se. A regra é clara, e não fujo a ela, sinto em mim, os sentimentos transbordarem novamente, busco sem sucesso a singularidade para descrever tal estado, ou talvez mais tempo para idealizar palavras bonitas, certas. E eu verdadeiramente, não sei o que escrever, isso é que dá jornalista tentar ser poeta.


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Profissão: Jornalista – Parte III


[aqueles artigos desabafo]


Jornalismo, nós realmente precisamos conversar. Já que sou a 76ª pra você, pode leiloar seu coração, dar assim de mão beijada. Não é inveja, raiva, mania de não saber perder. Eu costumo reconhecer os méritos alheios, mas detesto presunção. Não existe curso pra jornalista. Não lhe intitulam jornalista. Não se descobre jornalista, se nasce.
Talvez o meu problema seja exatamente esse, mesmo assim tenho uma boa vontade enorme de fazer diferente, é diferente, diferente! Posso não colocar os artigos antes dos nomes próprios, posso ter vindo de uma cidade do sertão, mesmo assim tenho em demasia o que falta em alguns: humildade. Nem me venha com aquele venho discurso de pensamento positivo, porque eu penso positivo e tenho meus pés encostados ao chão, acredito que só assim vou poder alcançar as nuvens, orgulhar a família e acima de tudo estar feliz. E se você estiver disposto a vir comigo, pode mandar o recado pela a Comperve.


segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O biscoito da sorte


[mas um artigo de qualidade duvidosa]


Eu já disse que férias é fogo? Bom depois de aventurar o nome do meu querido blog postando artigos sobre moda e ele ter sobrevivido, pensei em colocá-lo em prova mais uma vez, quem sabe falando sobre esporte ou uma nova receita culinária. Mas numa visita a cozinha, o destino que reservava grandes surpresas. Passando olho pelo o balcão encontrei um daqueles biscoitos da sorte. O abri, é claro, pensando encontrar a frase da minha vida, a solução pra o meu tédio, o novo tema pra um artigo [ é foi o que aconteceu ]. Não encontrei naquele papel a frase da minha vida, a solução pra o meu tédio, mas sim um novo tema para um artigo. Acredito que você caro leitor, esteja ai - sentado - ansioso para descobrir qual frase tinha dentro do tal biscoito da sorte, por esse motivo quero prender ainda mais sua atenção [ costumam fazer isso em novelas, quando cortam o capitulo na melhor parte, só pra terem a certeza que você assistirá no dia seguinte. Sei que se você leu isso ate agora, é porque deve está realmente interessado em saber o que houve, então fim da agonia, vou prosseguir ] Abri o biscoitinho e encontrei inicialmente os números e no lado seguinte uma frase, a frase. Ela dizia: O preconceito provêm do medo. Acho que o tal biscoito talvez tivesse um tanto de razão, as pessoas costumam paralisar-se diante do novo e assim criar rodeios em torno do desconhecido. Navegar ainda é preciso.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Coisas que o povo diz





Férias é fogo. Em busca de algo para ocupar a mente, por sugestão de Luna, resolvi me atualizar nas tendências do verão 2011. Afinal moda também é poesia. Não sei se essa nova vertente do Arroz Doce irá agradar a gregos e troianos, juro que vou tentar e prometo que não vou fazer isso sempre. Mas já que estamos na chuva, que tal um banho do que é da terra?

É no verão que as cores se mostram mais vivas e se revelam em nossas roupas e assessórios de maneira mais livre. No nordeste, região peculiarmente quente - onde faz sol o ano todo - temos além das belas praias, uma gastronomia mundialmente reconhecida, a qual, engloba desde da tradicional buchada ao purê de macaxeira, além disso nos destacamos na literatura [ que também é poesia ]. Uma das lendas potiguares nesse assunto é o escritor e historiador Luís da Câmara Cascudo, famoso por seus 31 livros e 9 plaquetas que retratavam em suas linhas o autentico folclore brasileiro. E é na obra Cascudiana que as coleções das grifes curraisnovenses: Anna Marcolina e S.Design foram inspiradas. Incorporando essa influencia dos anos 50 somos convidados a desfrutar de peças cheias de feminilidade. Ilustradas através de crochês, tulis, cordões, fuxicos, estampas, pedras e tranças, além de cores lavadas, numa bela cartela, que varia do coral à hortelã. A surpresa é que as hair band, usadíssimas no ano de 2010, permanecem! Dessa vez, mergulhadas nesse universo tipicamente regional.


Magros Capítulos


Fechar o portão da casa de meus pais após uma visita não é uma tarefa que apresento grande habilidade. Desarrumar as malas tem sabor de passado, já arrumar me aperta o coração de um modo particular, o que por muitas vezes me leva a pensar em nunca mais ir embora. Acreditem, sinto falta da Ana Luiza que mora ainda ali, sabe ela era bem engraçada, crêem que remexendo em suas gavetas encontrei um envelope rosa e nele letras grandes e caprichadas – a seu modo, é claro – que gritavam: minhas queridas avaliações. Também gosto de folhear seus livros, experimentar suas roupas antigas, rir [ relendo seus diários velhos ] e assim gastar tardes, noites . Pena que na pacata Currais Novos, os dias correm e empurram-me de volta a atual moradia. Sempre que venho trago poucas coisas, mas quando volto, carrego malas cada vez maiores. Meu pai afirma que tal técnica seja uma forma de levar tudo e não voltar mais, já eu penso que se agir assim seja uma forma de conduzir comigo sempre parte daquela Ana Luiza.