quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Sigh


Eu mais uma vez tive uma briga seria com a tal da inspiração, ora veja! Aquela menininha danada me importuna tanto e me larga assim, como um papel de bala. Depois tanta indiferença, lagrimas, pedidos de desculpa ela finalmente está de volta, e digo de antemão, para nunca mais partir. Restaurado o equilíbrio, vamos fingir que nada aconteceu, quebrar o silêncio, seguir em frente, em frente, em frente. O que? Dia 23 de dezembro, acho que fomos em frente demais, mas já que estamos aqui.
É difícil acreditar que o ano acabou, era fim de 2009, quando nem bem pisquei os olhos já estamos no fim de 2010. Isso sempre acontece ano a ano, quando nessa época temos nosso cotidiano bruscamente alterado e junto com todas as luzes e enfeites, sofremos aquela síndrome de felicidade bem típica desse período, parecida com o fim de novela, de desenho animado, de conto de fadas e coisas do gênero, onde tudo volta a seu curso natural e tende a estabilizar-se. A regra é clara, e não fujo a ela, sinto em mim, os sentimentos transbordarem novamente, busco sem sucesso a singularidade para descrever tal estado, ou talvez mais tempo para idealizar palavras bonitas, certas. E eu verdadeiramente, não sei o que escrever, isso é que dá jornalista tentar ser poeta.


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Profissão: Jornalista – Parte III


[aqueles artigos desabafo]


Jornalismo, nós realmente precisamos conversar. Já que sou a 76ª pra você, pode leiloar seu coração, dar assim de mão beijada. Não é inveja, raiva, mania de não saber perder. Eu costumo reconhecer os méritos alheios, mas detesto presunção. Não existe curso pra jornalista. Não lhe intitulam jornalista. Não se descobre jornalista, se nasce.
Talvez o meu problema seja exatamente esse, mesmo assim tenho uma boa vontade enorme de fazer diferente, é diferente, diferente! Posso não colocar os artigos antes dos nomes próprios, posso ter vindo de uma cidade do sertão, mesmo assim tenho em demasia o que falta em alguns: humildade. Nem me venha com aquele venho discurso de pensamento positivo, porque eu penso positivo e tenho meus pés encostados ao chão, acredito que só assim vou poder alcançar as nuvens, orgulhar a família e acima de tudo estar feliz. E se você estiver disposto a vir comigo, pode mandar o recado pela a Comperve.


segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O biscoito da sorte


[mas um artigo de qualidade duvidosa]


Eu já disse que férias é fogo? Bom depois de aventurar o nome do meu querido blog postando artigos sobre moda e ele ter sobrevivido, pensei em colocá-lo em prova mais uma vez, quem sabe falando sobre esporte ou uma nova receita culinária. Mas numa visita a cozinha, o destino que reservava grandes surpresas. Passando olho pelo o balcão encontrei um daqueles biscoitos da sorte. O abri, é claro, pensando encontrar a frase da minha vida, a solução pra o meu tédio, o novo tema pra um artigo [ é foi o que aconteceu ]. Não encontrei naquele papel a frase da minha vida, a solução pra o meu tédio, mas sim um novo tema para um artigo. Acredito que você caro leitor, esteja ai - sentado - ansioso para descobrir qual frase tinha dentro do tal biscoito da sorte, por esse motivo quero prender ainda mais sua atenção [ costumam fazer isso em novelas, quando cortam o capitulo na melhor parte, só pra terem a certeza que você assistirá no dia seguinte. Sei que se você leu isso ate agora, é porque deve está realmente interessado em saber o que houve, então fim da agonia, vou prosseguir ] Abri o biscoitinho e encontrei inicialmente os números e no lado seguinte uma frase, a frase. Ela dizia: O preconceito provêm do medo. Acho que o tal biscoito talvez tivesse um tanto de razão, as pessoas costumam paralisar-se diante do novo e assim criar rodeios em torno do desconhecido. Navegar ainda é preciso.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Coisas que o povo diz





Férias é fogo. Em busca de algo para ocupar a mente, por sugestão de Luna, resolvi me atualizar nas tendências do verão 2011. Afinal moda também é poesia. Não sei se essa nova vertente do Arroz Doce irá agradar a gregos e troianos, juro que vou tentar e prometo que não vou fazer isso sempre. Mas já que estamos na chuva, que tal um banho do que é da terra?

É no verão que as cores se mostram mais vivas e se revelam em nossas roupas e assessórios de maneira mais livre. No nordeste, região peculiarmente quente - onde faz sol o ano todo - temos além das belas praias, uma gastronomia mundialmente reconhecida, a qual, engloba desde da tradicional buchada ao purê de macaxeira, além disso nos destacamos na literatura [ que também é poesia ]. Uma das lendas potiguares nesse assunto é o escritor e historiador Luís da Câmara Cascudo, famoso por seus 31 livros e 9 plaquetas que retratavam em suas linhas o autentico folclore brasileiro. E é na obra Cascudiana que as coleções das grifes curraisnovenses: Anna Marcolina e S.Design foram inspiradas. Incorporando essa influencia dos anos 50 somos convidados a desfrutar de peças cheias de feminilidade. Ilustradas através de crochês, tulis, cordões, fuxicos, estampas, pedras e tranças, além de cores lavadas, numa bela cartela, que varia do coral à hortelã. A surpresa é que as hair band, usadíssimas no ano de 2010, permanecem! Dessa vez, mergulhadas nesse universo tipicamente regional.


Magros Capítulos


Fechar o portão da casa de meus pais após uma visita não é uma tarefa que apresento grande habilidade. Desarrumar as malas tem sabor de passado, já arrumar me aperta o coração de um modo particular, o que por muitas vezes me leva a pensar em nunca mais ir embora. Acreditem, sinto falta da Ana Luiza que mora ainda ali, sabe ela era bem engraçada, crêem que remexendo em suas gavetas encontrei um envelope rosa e nele letras grandes e caprichadas – a seu modo, é claro – que gritavam: minhas queridas avaliações. Também gosto de folhear seus livros, experimentar suas roupas antigas, rir [ relendo seus diários velhos ] e assim gastar tardes, noites . Pena que na pacata Currais Novos, os dias correm e empurram-me de volta a atual moradia. Sempre que venho trago poucas coisas, mas quando volto, carrego malas cada vez maiores. Meu pai afirma que tal técnica seja uma forma de levar tudo e não voltar mais, já eu penso que se agir assim seja uma forma de conduzir comigo sempre parte daquela Ana Luiza.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Marista de coração


Lacrimejante, feliz e tristonha ao mesmo tempo. Assim desfruto de mais de um daqueles momentos em que as palavras se escondem nos corredores da minha mente, como se quisessem permanecer um pouco mais de tempo ali, ou quem sabe nunca ir embora. Desfrutar de novo cada lembrança, rever cada lugar, lembrar cada lição aprendida. Pensar que o tempo literalmente passou, outros virão, e somos hoje só uma parte do passado, um nome numa placa, um numero nos arquivos da secretaria, mas acima de qualquer coisa, parte da história. História que por mim será celebrada com enorme orgulho sempre. Deixar a escola certamente tem o mesmo sabor de deixar a própria casa, partir com o coração cheio de incertezas a rumos também incertos, a caminhos os quais nos levarão aquela palavrinha, como é mesmo o nome dela, meu Deus? Ah, lembrei! O futuro, e é nele que mora meu mais novo objetivo - além do exercício do jornalismo - a felicidade. Por fim, eu afirmo, afirmo que mesmo em tão pouco tempo, sou Marista, Marista de coração.


terça-feira, 9 de novembro de 2010

500 Visualizações



Observando as estáticas do blog, descobri que no mês anterior houveram 173 visualizações, 18 só ontem e para a minha surpresa 521 desde julho(cara, 498 do Brasil, 18 dos EUA, 3 do Canadá, 2 de Portugal). Devo confessar que isso me deixou muito feliz, é gratificante ver minhas palavrinhas – mesmo tolas, sem graça – avançarem tanto. No auge disso, uma coisa me intriga quem são meus leitores? Por esse motivo, desgastei a superfície de meus miolos, mas achei uma solução. A campanha: Arrozdoceiro, sim! Para participar, é muito simples [perdoem-me o lugar-comum, foi com quer] basta enviar para o email o arrozdocedeanaluiza@yahoo.com.br, um texto, foto, vídeo, frase, etc. com o tema: “Arroz Doce”, a coisa mais criativa que a nossa comissão, extremamente clinica(eu, eu, eu, eu, eu, eu, eu, eu, eu, eu, eu, eu, eu, eu, eu e eu) encontrar ganhará além da felicidade extrema de vencer, o mérito, uma menção num desses meus artigos, uma foto minha na escola, um terreno no céu, saúde, prosperidade no amor, sorte no jogo, a divulgação do seu material aqui e ainda, tchan, tchan, tchan ...(estão ansiosos né?) uma camiseta do blog, enviada a você no conforto do seu lar. Porque é tão mais inspirador escrever em guardanapos :)

domingo, 7 de novembro de 2010

O lugar



A menina passível a tudo é mais uma vez personagem principal de nossa história. Pequena de alma, fraca de espírito, facilmente aborrecível, sim era eu! Não me lembro bem ao certo quando, acho que tinha 17 ou quase 18, acordava para ir à escola, dormia para ir à escola, instalei no meu quarto um mundo paralelo – protegido do outro mundo- só meu. Nele, papeis importantes perdidos [ou não encontrados]. Maquiagem espalhada pelos oito cantos. Mural sem fotos. Livros pelo o chão. Duas camas [eu sempre fui uma só pessoa, ou sempre achei que fui, mas gostava das duas camas ali, adorava numero par] cabos e fios por ali. Flores de tecido. Controles que não serviam para o principal: minha vida. Perfumes e cadernos disputando espaço na escrivaninha. Cadeira giratória, que me permitia centrífugar os maus pensamentos. Um minúsculo percolado que me fornecia oxigênio, um pouco de luz. Lá dentro também, alguém, que de tão incerta, prefiro não relatar.

sábado, 6 de novembro de 2010

Vaca sentimental




Nada melhor do que um dia após o outro.[ Depois da missa do pré ] Hoje percebi que o tempo é uma substancia extremante volátil. Areia fina que o vento espalha e as mãos não conseguem capturar. Às vezes, queria isso mesmo: parar o tempo, retroceder as cenas das quais hoje sinto saudade. Infelizmente, ou felizmente [ não sei ao certo ] essa tecnologia ainda não esta ao meu alcance então, criei em meio a minha memória – extensamente congestionada – uma pasta, a qual não terá as formulas de física moderna, nem o a tabela do seno, cose e tang, e sim lembranças, as mais esplêndidas e simples que tenho. O ontem, parece tão perto. Pensar nisso é como pensar que a cada dia eu me torno mais intima da morte. E, por conseguinte mais cheia de lembras. Acho que meu coração gosta disso.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Profissão: Jornalista – Parte II



Perdoem-me caros leitores, mas não posso deixar de declarar: descobri hoje que odeio 243 pessoas. Muitos não são? Quem são? (risos, risos) Meus concorrentes do vestibular! Não os odeio totalmente, não os odeio em demasia, simplesmente os odeio, sabem como é? Não sei, mais me irrita saber que muitos estão ali, literalmente – bagunçando meu sonho – fazem por fazer. Penso com isso, Deus, quantas pessoas serão jornalistas por ser? Ou ainda quando dizem amar o oficio, carregam uma presunção incomum. São essas atitudes que odeio. Acho, ainda, um pouco ridículo quer a emersão na profissão, querendo plagiar (literalmente) certos “ícones”. Para quê isso? Estamos no mesmo barco, o primeiro e quadragésimo lugar, ocuparão a mesma sala de aula, no decorrer do curso.
Por isso, a desvalorização da coisa. Acredito que o jornalismo busque novos rostos, novas formas de apresentar o conhecido, e ainda novos sotaques, vai o nordestino ai? Não quero rótulos velhos em minha embalagem, gastos, e porque não dizer, corrompidos. Desculpem-me o grosso trato, é que não tolero distorção ao amor e a vocação de noticiar.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

04:44



A noite toda a cidade para. As luzes se apagam. As pessoas se rendem a fadiga e descansam em suas camas. Comigo a coisa é diferente, não sei se me envolvo com meus pensamentos demais, mas nem sempre durmo com facilidade. Tentando amenizar conto 3.000 carneirinhos, leio, escrevo, ando pela a casa, busco água e nada do sono chegar. É eu nunca fui uma boa menina, mas ai já é o que dizem no popular – sacanagem - além da poesia não se importar com os meus apelos, o futuro não me dar resposta, o sono revigorador me abandonar é um pouco demais. Só me mandam o tédio, a inspiração [sabe que eu ate gosto dela, mas sei lá, às vezes ele me sufoca, tipo...agora!]. Prefiro nem ligar a TV, sabe-se lá o que passa por essas horas. Deitada, contemplo a visão costumeira mais de minha vida, o teto. Tenho certeza que acima de minha luminária deve existir um universo melhor, ou quem sabe ate o céu dos ratos. O computador parece meu corpo, lento, convalescido, mas a minha mente ainda se mantém tão acordada, por quê? Será a insônia da criação? Ou só uma resposta depois de tantas horas de sono durante a tarde? Não sei ao certo, aliais nem quero saber, agora num tem mais jeito mesmo. 1 carneirinho, 2 carneirinhos, 3 carneirinhos ...

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Profissão: Jornalista



Sei que pretendia escrever palavras muito especiais nesse momento. Mas em picos de minha ansiedade, com todo o meu sentimentalismo, encontro-me estática e as letras não se encaixam como antigamente. A sensação é peculiar, coração à milhão, pensamento dando voltas em minhas carências e medos, e aquelas inseguranças - agora ainda aparecem fortes, porém lapidadas – procuro controlar-me então, afinal sou tão afortunada em ter a oportunidade de tornar-me o que quero. Não sei se mereci chegar a tão sublime patamar, a vida costuma ter caminhos tão estranhos, não é? Nunca pensei que aquele trabalhinho involuntário, pudesse desencadear todo um processo, o qual mudaria todas as minhas escolhas dali em diante, também ainda não sei se fiz a escolha correta, nem todos vão compreender aceitar ou apoiar, tenho ainda tantos obstáculos a superar. Precocemente posso jurar que estou muito feliz.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Poesia, to aqui!



Querida Poesia,

Sei que você é bem ocupada, por isso serei a mais breve sucinta possível. Venho tomar-te tempo para esclarecer a minha mente e principalmente ao meu irredutível coração o motivo da senhora ter-nos esquecido. Com a idade que dispondo já não acredito mais em Papai Noel, Fada dos Dentes, nem sinônimos bobos. Também acho que adquiri certa maturidade. Mas ainda não aceito a sua inexistência em minha vida.
A senhora não sabe quantas e quantas vezes arrumei meu quarto, vesti meu vestido preferido, maquiei os olhos e esperei a sua chegada? Quantas e quantas vezes esperei que a senhora fosse à escola me buscar e me tirar da aula de matemática? Quantas e quantas vezes esperei seu ombro para confortar meu choro? Quantas e quantas vezes tinha quase certeza que ia te encontrar num desses ônibus que pego para visitar meus pais? Quantas e quantas vezes achei que a senhora iria me fazer companhia nas noites sem sono e sem paz? Quantas e quantas vezes lhe procurei nos shoppings, nos restaurantes, nas ruas? Mas nunca, nunca tive o privilégio de ver nem se quer o seu rosto.
Por que, Poesia, foges tanto de mim? Ta, assumo! ainda posso patrocinar os seus mais sublimes e imprescindíveis mimos, nem te ofertar todo o meu tempo, e quem sabe nem te causar felicidade(a sua maneira). Mas te admiro tanto, te considero tão preciosa. Por favor, venha me visitar! Não sei se sabes precisamente aonde moro, aviso previamente, é um tanto longe. Mas explico. A senhora pega a estrada dos distraídos, na altura da Praça do Medo Silva entra a direita e segue em frente, por mais ou menos ums 15 minutos. Depois vai ver uma loja de nome “Futilidade” – apesar das tentadoras promoções anunciadas na frente, não entre – dobre na próxima rua depois, Rua Tédio Sauro. Não tem como errar! Moro numa casa amarela de portões brancos e telhado azul marinho. Não tem campainha, é ate bom porque a senhora vai poder gritar pelo o meu nome. Espero que goste do meu bolo doce.

Grata por sua atenção,

Uma menina qualquer.


terça-feira, 12 de outubro de 2010

Infância



Não faz muito tempo que larguei minhas bonecas e meus desenhos de vestidos com bolinhas. Acho que fui à responsável por boa parte dos cabelos brancos que Painho cultiva ate hoje, com a minha insaciável cede de andar de jabinho em meios aos móveis da casa. Adorava ouvir o poema da Bailarina, narrado pela voz doce e suave da minha mãe. Pensava sempre grande, talvez em ser grande, em função disso usava de maneira especial, porém habilidosa, os batons e os saltos das minhas tias. Tinha roupas especialmente feitas pra mim, com todo o carinho e amor da vovó. E sempre a gentileza de vovô em dizer: “Vamos embora, Ana Coragem?”. “Ana Coragem”, não sei ao certo de onde ele tirou esse apelido, mas ate hoje acho que me cai muito bem. Ah, a escola. É do conhecimento de todos que não foi à primeira escola da minha vida, mas em suma foi à escola que eu escolhi. A minha determinação era latente, por isso, aos 5 anos chamei Mainha para uma conversa séria e disse: “Quero ir pro Borretivo(Objetivo)” [A cena veio a se repetir anos mais tarde] Sem contar no meu desejo de ser médica, acho que bem típico da infância, que era cultivado por meus pais quando me presenteavam com estetoscópios e seringas de brinquedo. Pelas minhas babás que ate hoje se lembram daqueles dias com saudade, mesmo eu derrubando meu almoço no cabelo. Acho...ou não acho, tenho certeza que fui uma menina feliz, que a noite esquecia todas as danças e ia dormir como toda criança.
Ana Luiza Paz

sábado, 9 de outubro de 2010

Recado




Deixei na porta da geladeira, esses dias, um bilhete com a letra corrida e a caneta falha que dizia:

"Querido futuro, acho que fui jornalista desde que nasci, explique isso ao resto dos mortais. "

Ana Luiza Paz

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Nem eu sei



Dizem-me o tempo todo que sou precipitada demais, que coloco os meus sonhos acima de tudo. Confesso que isso acaba me ferindo um pouco, loucura seria não sonhar! me respondam, o que seriam de uma menina boba sem sonhos? Talvez só mais uma menina boba. E não sei por que cobram tanto de mim? Afinal eu não sou boba! Eu não queria que fosse assim. Ando meio fadigada de opiniões inúteis. As pessoas têm de entender, me entender um pouco. Eu infelizmente sou o fruto de malditas opiniões. Sou um coração ainda na sua embalagem da loja, mais lacunoso, fraco, apático. (concordando, com licença, com Cecília Meireles) Eu não tinha esse coração de hoje, assim calmo, assim magro, assim triste. Nem esses olhos tão vazios, que de tão vazios enxergam pouco, muito pouco. Eu não dei por essa mudança, não se nota quando muda, quando se cria uma crosta dura ao entorno da sua alma. Agora vivo presa nela, eu posso sentir o peso de carrega - lá.

Por: Ana Luiza Paz

sábado, 24 de julho de 2010

Um dia de marasmo



É meus fieis leitores, a vida de uma futura jornalista nordestina não é tão poética quanto parece. Horas “jogadas aos porcos” na infinda ponte terrestre Natal - Currais Novos, horas suportando a aulas de matemática, horas ouvindo teses de gente que não tem nem maturidade pra amarrar os próprios tênis. Ai o ponto impulsionador de minhas criticas. Acho que essa minha queixa não é a única na face terra, em algum lugar por esse mundo redondo, deve existir alguém que amadureceu bem mais além que as pessoas ao seu entorno e agora sente a acidez desse processo, desconhecendo alguém que o compreenda plenamente. Que tenha fundamentado para discernir qual assunto seja melhor a se conversar informalmente: a ultima da cor que pintou as unhas ou a especulação financeira da republica velha? É, assumo que num é a coisa mais interessante a se discutir, mas é conhecimento. E num acredito que ainda haja gente que num aprecie tal valor. Confesso-me uma evolvida pela a arte de aprender, por livros, já que a vida não me permite observar a realidade.

Ana Luiza Paz

A moça, parte II



Depois de uma noite de sono profundo, sem qualquer lembrança de sonhos, a moça, abriu os olhos e notou, em tal instante, que sua consciência havia regressado e com ela todas as suas angustias. Como toda infeliz jovem ela tinha de ir à escola, assim ela levantou-se da cama e encaminhou-se aos seus preparativos pré-aula. Pronta, pegou seus cadernos e iniciou sua exaustiva caminhada. Andou, percorreu a longa rua com passos mais curtos, como se buscasse naquela caminhada, tempo, para remeter-se a si. Numa breve reflexão matinal, ela não chegou a conclusões acatadas. E seus passos lentos acabaram na porta de uma fria sala de aula, lá seus problemas não eram tão problemas, talvez pelo brocardo do conhecimento pudesse lhe apresentar alguma formula matemática que a aplicada a sua vivência, resultasse numa palpável solução. Depois de horas ali, o sinal soou, e a moça estava livre para voltar aos seus pensamentos, neles sinais de amadurecimento, frutos do tempo(uma única noite).

- Detesto minhas malditas opiniões, conceitos reforçados por pensamentos repetidos, detesto sempre essa forma gessada de resolver as coisas, abomino aquela certeza, tão característica dos desnorteados. Eu só queria respostas, respostas do que escrevi, do que falei, do que li, do que ouvi, bem...do que senti.

Quanta amplitude, nas palavras daquela moça. Indicando certa patologia emocional, ou algo do tipo, ela da continuidade em seu desabafo pessoal.

- Talvez minha declaração ideal esteja no veneno que me fora aplicado: o silêncio.

Ana Luiza Paz

domingo, 18 de julho de 2010

A moça



- Por que passos tão lentos, vagarosos ? Por que tantas pistas deixadas por cada espaço percorrido, como se fosse uma forma de manter seu legado permanentemente vivo? Por que tantas palavras repetidas, repetidas, repetidas em meio a um silêncio tão incomum? Por que tanto poder em uma comum existência humana? Por que tanto desejo de ser, de fazer? Por que tamanha complexidade em um único quadro branco? Por que tantos murros rodeando seu castelo? Por que esse eterno crachá, com letras garrafais descriminando, aquela palavrinha bola, mas que tanto me perturba: “decifrar”? Por que aquela janela permanentemente fechada? Por tanta falta de aceitação em uma coisa que é indelével? Por que tantos “por quês” ? Por que tanta burocracia desnecessária?

Perguntava-se a moça naquela tarde cinza, com um ar de desespero bem camuflado em poros obstruídos de maquiagem escura. Aquelas não erram suas palavras, eram seus pensamentos, apenas seus pensamentos secretos, revelados somente a sua própria mente. E ela continua.

- Eu honestamente, com a minha vaga (porém relevante) experiência de viva, não encontro possíveis respostas, talvez um dia elas me sejam enviadas num bonito envelope azul, com remetente: “Futuro”. Esperar, esperar é a única opção que tenho no momento.

A partir de tais conclusões, a moça pode aclamar seu coração derretido. Ela não tinha muitas coisas que a fizessem mais feliz naquele momento, talvez tivesse sim – a si própria- e apenas aquilo fosse, momentaneamente, o suficiente para seu parcial estado de inércia. E assim ela se distraiu com o barulho da TV e dormiu. Durma menina, adie!

Ana Luiza Paz

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Modelo A



Depois daquela tarde do aniversário de Laize, na qual eu tive que ir de casa ate a casa de Luna de moto, descobri como a vida de motoqueiro é triste. Bancos desconfortáveis, exposição total a chuva, sol, frio e calor. E por isso eu fiquei tão comovida que pensei em me tornar a madrinha da causa e reivindicar junto às montadoras providencias para essas observações. Mais logo após essa revolta(breve), cheguei à conclusão de que era bem pra melhor pra mim continuar quieta e anônima. Daí eu lembrei as aulas de geografia, Mestre PT, do inicio da industrialização. E fui à caça no meio do “Pico do Totoró”, perdoe-me a comparação, de livros da minha mãe, neles encontrei um falava justamente em Henry Ford – eu particularmente, já tinha leituras na área do Fordismo, as quais me forçavam apenas a enxergar o cara como o primeiro empresário a aplicar a montagem em série - mas depois que eu abri aquele livro e tomei nota de seu conteúdo, parei de relacionar Ford a figura de um capitalista fútil, que pensava apenas em fazer dinheiro.
Acreditem, caros leitores, ele foi bem mais do que isso. O pai do modelo “T” era um homem de muitos sonhos e de bastante conhecimento para torná-los realidade, acreditava nos seus próprios ideais e principalmente em seus próprios gostos: "O cliente pode ter o carro da cor que quiser, contanto que seja preto". (confesso que me identifiquei com essa declaração :D). Mais como um célebre homem de negócios também redeu-se ao gosto de seus consumidores e começou disponibilizar produtos em outras cores, nas quais estavam compreendidas o vermelho, para a felicidade de Mainha e Painho.

Ana Luiza Paz

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Tédio, esse é meu drama



Vivendo em meio a tantas coisas somos forçados pelo universo a crescer mais rápido. Ele espera quase tudo de você, beleza, maturidade, talento. Meio que impõe os ingredientes que deverão compor a sua nova vida. E daí você os usa, de maneira tão perfeita que ate mesmo você acredita que fez a melhor coisa. Com o passar dos dias os efeitos dessas escolhas vão desabrochar em seu corpo e principalmente na sua mente. É incrível, o poder do veneno da maturidade, e principalmente o poder de seus efeitos colaterais. Aquelas coisas que lhe davam tanta felicidade hoje representam apenas uma prosaica perda de tempo, uns chamam de chatice, eu chamo de tédio, por falta de algum embasamento cientifico sobre assunto.
Dizem que contra fatos não há argumentos, em função disso, um dialogo entre a vítima do drama e sua adorável avó:

- Gostou da festa, Ana Luiza?
- Não, Vlinvlinha, aquele dia foi um total desperdício de maquiagem.

Questiono-me se pretendo permanecer assim pelo o resto da vida.
E ainda, para meu caos talvez ele já me deixe viver em paz, ê tédio safado, que tende a me desequilibrar, que me serve de inspiração para escrever ate tão tarde da noite, que me faz de escrava e me encoraja a descarregar em pobres palavras, letras, pontos sem sentido e culpa.

Ana Luiza Paz

terça-feira, 6 de julho de 2010

...



Confesso, é bem mais inspirador escrever em guardanapos, porém nesse momento essa ferramenta não está ao meu alcance. Então desfrutando de um momento de parcial saturação mental descarrego nessa pobre página virtual meus sinceros desejos de destruição. A inércia de me manter escrevendo vai me deixar mais tranqüila. Porque a questão aqui não é bem “vida pessoal”, é algo bem mais objetivo do que se parece, tipo assim: primeiro você nasce, tira trilhões de fotos, sorrir, anda, chora...e do nada já tem 3 anos e seus pais te jogam numa escola(mais precisamente numa sala de aula) com criaturas bem mais estranhas que você, que babam e tem pensamentos e desenhos estranhos. Passada essa fase você começa a escrever seu nome e assim se diferencia do resto dos animais, tornando-se racional. O ensino fundamental, meu Deus, que fase linda, seus dentes caem, você vira um superdotado e aprende a dividir. Acredite e aproveite, depois disso a matemática nunca mais ira se encaixar com tal facilidade em sua mente. Doido! O ensino médio, nessa época você é simplesmente o Maximo, já tem Orkut, né? E ai minha desgraça, o pré-vestibular? Mais já? Tava tão bom, agora na minha pobre mente existe um misto de vontade de gastar horas estudando, juntamente com a vontade de cozinhar sua vida em uma grande panela e bebe – lá pra ver se ela me dá uma luz, ou qualque tipo de solução. Espero ansiosamente que um dia todos os meus desejos tornencem realidade, enquanto isso eu sonho em passar nessa merda de vestibular.

Por fim, deixo uma frase para reflexão:

...sabe de uma coisa, num vou deixar não !

Tediosamente,

Ana Luiza Paz

domingo, 4 de julho de 2010

Feeling





Recordo-me que quando criança, ao ser questionada sobre um futuro ofício, respondia simplesmente: “princesa” . Hoje, há tempos estou vivendo outros sonhos impossíveis: me apaixonei por um cara meio complicado, o jornalismo, e me falaram que se eu realmente quisesse “viver feliz pra sempre” ao lado dele devia estar ciente dos ardores e amores que ele podia me proporcionar. Nem eu sei direito como tudo isso começou, talvez na infância, pois adorava um microfone, fazer redações. Lembro que eu sempre gostei de efetuar todos os trabalhos propostos pelos professores em forma de telejornal, até que um dia eu me vi envolvida pela a coisa e apresentando em fim um programa real. A priori o nervosismo e medo tomaram conta de mim, como acontece a qualquer novato, mais naturalmente fui sendo neutralizada e reconhecida por um talento que eu mesma nunca havia reconhecido. Uma linda história de amor. Aí, aos 17 anos completos, surge na minha vida um vilão – bem acostumado a amedrontar jovens da minha idade – O VESTIBULAR , e com eles sérios conflitos de identidade, questionamentos sobre o que realmente vale a pena dedicar tempo, sobre o que realmente vale a pena ser ou amar, em virtude disso, pedi um tempo ao jornalismo, embora sinta sua falta. Afinal, ainda tenho uma parte que acredita em finais felizes e outra que não sabe bem o quer, talvez eu seja alguém que ainda tenha que amadurecer muito para fazer escolhas sérias.
Ana Luiza Paz